Beleza e imperfeição
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A cerâmica me ensinou a olhar para a imperfeição sem pressa de corrigi-la. Uma borda que não ficou perfeitamente redonda, um esmalte que correu de um jeito inesperado — é ali, muitas vezes, que mora a beleza.
Faço peças simples, para os gestos pequenos do dia. Um copo para o café coado. Uma cumbuca para a comida partilhada. Coisas que a gente usa sem pensar, mas que, feitas à mão, carregam a marca de quem as fez.
Através da beleza e da imperfeição, a Entorno busca a consciência: a de que o simples, quando feito com atenção, já é suficiente.