Por que histórias? O manifesto OCXE
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Creator की अपनी भाषा में
Não é sobre vender. Não é sobre ser bem-sucedido, não é sobre ter milhões. É sobre algo mais essencial — algo que somos. É o nosso ser que urge em fazer algo para alguém: resolver um problema, servir, doar-se. É sobre algo que nenhuma revolução consegue nos tirar: a nossa humanidade.
Somos pessoas que precisam de outras pessoas — e nós nos conectamos através de histórias. Somos o povo que conta histórias. Elas nos unem, nos fazem lembrar quem somos e de onde viemos. E contar histórias se faz com o outro: com a família, com a comunidade.
Ter uma comunidade forte nunca foi fácil, porque somos frágeis e falhos. Tendo olhos, não vemos; tendo ouvidos, não ouvimos. Mas às vezes alguma sabedoria vem com o tempo — e, ao ver, tentamos fazer algo: nos doamos pelos nossos para diminuir o sofrimento do outro.
Por isso a OCXE não é a casa da mãe Joana. Para vender aqui é preciso uma recomendação, um convite, uma história. Não buscamos mais lojas para vender mais. Buscamos pessoas: gente que se arriscou para criar algo útil, algo bom, algo que permanece, algo que embeleza — algo que faz lembrar o mistério da vida.
Cabe aqui a loja que faz obras de arte da engenharia e a loja do Greg, que faz moedores de café há trinta anos e vende na feira do Largo da Ordem, em Curitiba. O que as une é o mesmo: paixão pelo que fazem, a vida doada por algo maior. O projeto de cada um é o reflexo da sua reputação.
Vivemos numa era em que as pessoas se tornaram anônimas — e, sem rosto, míngua a empatia. Milhares de negócios vendem promessas que não se cumprem: alimentos que não alimentam, bebidas que não saciam, seguranças que não protegem. Aqui não prometemos o impossível. Prometemos estar ao lado: fazer o que for possível, com o que temos, para dar boas risadas, viver o sofrimento da existência com um sorriso e compartilhar o tempo com quem se aproximar. Queremos o Verdadeiro, o Bom e o Belo — tal como são, e não como gostaríamos que fossem.